Data da publicação: 21/09/2017

Como parte do processo na elaboração do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Salvador (PlanMob Salvador), a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), realizou nesta quinta-feira (21) oficinas em quatro Prefeituras-Bairro (Cabula, Pau da Lima, Subúrbio  e Centro/Brotas), convidando moradores e lideranças comunitárias a apontarem problemas e soluções referentes ao setor. Mais três oficinas do tipo ocorrerão nas unidades administrativas de Cajazeiras, Cidade Baixa, Liberdade/São Caetano, nesta sexta (22), das 13 às 17h. A ação também acontecerá simultaneamente nos postos Itapuã, Barra/Pituba e Valéria, no sábado (23), das 8h às 12h.

 

“Montamos toda uma dinâmica em parceria com as Prefeituras-Bairro para que a própria população indique os cinco problemas mais graves registrados na área de mobilidade, e quais caminhos para solucioná-los. Essa oficina é um espaço aberto de consulta, onde nosso foco não é falar, mas ouvir a população”, explica o diretor de Planejamento de Transportes da Semob, Eduardo Leite, que coordenou a atividade na unidade administrativa Centro/Brotas.

 

Na oficina, os moradores da região do Centro Histórico tiveram acesso a explicações sobre o PlanMob Salvador, além de conceitos de mobilidade e transporte e os principais desafios do município.Foram apresentados também os princípios relativos à acessibilidade, priorização do transporte não motorizado e do transporte coletivo, e outros temas. No processo de dinâmica, cada convidado recebeu dez adesivos – quatro círculos vermelhos, cinco verdes e uma seta – para indicar, em quadros dispostos no auditório, o problema mais urgente encontrado na localidade habitada. Foram dezenas de temáticas sugeridas, dentre elas acessibilidade, sinalização, infraestrutura, desincentivo ao uso do carro, educação no trânsito. 

 

As soluções e os problemas mais votados por todos os participantes, nas oficinas promovidas nas dez Prefeituras-Bairro, irão para um relatório, que será incorporado ao PlanMob. O relatório será desenvolvido pela World Resources Institute Brasil - organização sem fins lucrativos que atua em parceria com a Prefeitura. A analista de governança urbana da entidade, Daniela Cassel, destaca que a participação social é fundamental para balizar entes governamentais na elaboração de políticas públicas.“O envolvimento popular é muito importante, pois é possível obter informações únicas que não constam nos estudos. As pessoas podem não entender da parte teórica, técnica, dos mapas de mobilidade, mas elas vivem e têm contato direto com os problemas da cidade”, pontuou.

 

O subprefeito da unidade Centro/Brotas, Ian Mariani, que também esteve presente na oficina, salientou que a Prefeitura-Bairro mais uma vez aproxima a gestão da comunidade. "Todos os grandes centros possuem problemas com a mobilidade. Aqui no país e na nossa cidade, durante muitos anos, vivemos a cultura do automóvel. Por isso, faz-se necessário discutir e planejar a longo prazo o transporte de massa e a mobilidade integrada”, disse.

 

Planmob - A Prefeitura de Salvador, atendendo às exigências, objetivos e diretrizes estabelecidas na Lei Federal nº 12.587/2012, conhecida como Lei da Mobilidade Urbana, está elaborando o PlanMob Salvador, sob coordenação da Semob. O Plano será instrumento de orientação das políticas públicas do setor de mobilidade, com diretrizes e ações para os próximos 32 anos (horizonte de 2049), devendo contemplar propostas específicas nos domínios da mobilidade urbana, tratando de aspectos de macro e micro acessibilidade e envolvendo temas associados a pedestres, ciclistas, circulação viária, segurança viária, transporte coletivo, interação entre uso do solo e transportes e organização institucional do setor. 

 

 

As propostas a serem consideradas devem buscar uma melhoria da qualidade de vida e das condições para o desenvolvimento de Salvador, sustentando-se nos princípios de acessibilidade, segurança, eficiência e dinamismo econômico. A discussão em torno do Plano de Mobilidade já resultou em dois seminários e uma audiência pública, além de escutas setoriais com as presenças de gestores dos principais modais da capital baiana, grupos de incentivo ao ciclismo, conselhos de arquitetura, engenharia e urbanismo, além de integrantes da sociedade civil.